sábado, 1 de julho de 2017

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O grito do silêncio - João Domingos (Estadão)

Estado de São Paulo 01/07/2017
PRESIDENTE ACUSADO
Qualquer análise que se faça sobre a greve geral convocada para ontem por centrais sindicais e movimentos sociais contra o governo de Michel Temer e suas reformas nos leva a concluir que o fracasso foi retumbante.
Uma greve geral contra o governo que não se propõe a ocupar a Esplanada dos Ministérios, como a de ontem, não pode ser considerada uma greve geral. Nem para registro histórico serve.
Os organizadores tiveram medo de que só aparecessem uns milhares de gatos pingados, como na greve do dia 28 de abril, que nas contas deles registrou 10 mil na Esplanada, mas na da Polícia Militar, 3 mil. Dez mil ou 50 mil na imensidão do espaço de cerrado que fica entre os ministérios é o mesmo que nada.
Pode-se dizer que no País houve bloqueio de ruas e rodovias e paralisação de categorias inteiras, principalmente de servidores públicos. Tudo bem. Mas não configura uma greve geral. Até porque em São Paulo metrô, trem e ônibus circularam como em um dia comum.
Greve geral sem paralisação do transporte de massas não pode receber esse nome em nenhum país do mundo.
O pífio resultado da greve geral deveria servir de alerta para as centrais, sindicatos e movimentos sociais que convocaram a manifestação. Não é só a crise política que tortura o País há tempos.
A falta de rumo dos velhos líderes sindicais, seus métodos ultrapassados, tudo começa a ser rejeitado pela parte da sociedade que não é militante partidária ou ligada a alguma entidade.
Pneus queimados a bloquear as vias mais irritam do que agregam.
Hoje, em vez de ir para as ruas, o cidadão optou por ficar em casa. O seu protesto é o silêncio. Não se anima mais nem em bater panelas para dizer que é contra alguma coisa. De um modo geral, todo mundo encheu o saco. E nesse saco estão o governo, o Congresso, os partidos políticos, as idas e vindas do STF, o TSE e a cassação da chapa Dilma-Temer, o trânsito, o desemprego, os serviços públicos, a Friboi e seus produtos, e até o Jornal Nacional da TV Globo e seus extensos blocos com intermináveis repetições da conversa entre Joesley Batista e o presidente Michel Temer.
Em outras palavras, o cidadão brasileiro está se cansando de tudo. E, pelo que as pesquisas de prospecção de votos começam a apurar, ele quer mudar.
A última sondagem da Ipsos, feita entre os dias 1.º e 13 de junho, registrou índice de rejeição de 93% para o presidente Temer, vencedor absoluto de impopularidade em uma disputa que apresentou, em segundo lugar, o expresidente da Câmara Eduardo Cunha, com 92%. Aécio Neves, Renan Calheiros, Dilma Rousseff, Fernando Henrique Cardoso, todo mundo ficou lá nas grimpas da impopularidade. O ex-presidente Lula, que é candidato, é rejeitado por 68%. Eles são o velho e, como tal, já ficaram para trás.
O juiz Sérgio Moro, o apresentador de TV Luciano Huck e o ministro aposentado do STFJoaquim Barbosa tiveram aprovação de 63%, 44% e 42%, respectivamente. Comparados aos outros, são vistos como o novo.
O senador Paulo Paim (PT-RS) é um dos poucos nos quais se percebe uma preocupação com o futuro imediato do País. Ele não defende a candidatura personalista de Lula. Acha que o novo tem outra fórmula: independentemente de questões ideológicas, grupos interessados em um projeto de Nação deveriam se reunir e debater as saídas com a sociedade.
A partir do que for apurado, forma- se uma frente ampla pelo Brasil, sem siglas nem nomes que marquem um ou outro, mas todos iguais em um projeto de união.
Ou a política toma as rédeas da situação e procura uma saída que seja política, ou a sociedade o fará fora da política, com risco de atropelar todo mundo.
Greve geral que não ocupa a Esplanada dos Ministérios não é greve geral
@política @Brasil

sexta-feira, 23 de junho de 2017

A N O S O G N O S I A

Que alívio ter conhecimento disto! Há tempos eu andava preocupado porque:
1.Não me recordava dos nomes próprios;
2.Não me recordava onde deixava algumas coisas;
3.Quando estou conversando e tenho o pensamento interrompido, tenho dificuldades de continuar com a conversa no ponto em que a tinha deixado;
Enfim, pensava que tinha um inimigo dentro da minha cabeça, cujo nome começa por Alzheimer.
Hoje li um artigo que me deixou bem mais tranquilo, por isso, transcrevo a parte mais interessante:
"Se tu tens consciência dos teus problemas de memória, então é porque ainda não tens problemas"
Existe um termo médico que se chama ANOSOGNOSIA, que é a situação em que tu não te recordas temporariamente de alguma coisa. Metade dos maiores de 50 anos, apresentam algumas falhas deste tipo, mas é mais um fato relacionado com a idade do que com a doença propriamente dita.
Queixar-se de falhas de memória é uma situação muito comum em pessoas com 50 ou mais anos de idade.
Se traduz por não recordar um nome próprio, entrar num cômodo da casa e esquecer-se do que ia fazer lá ou buscar, esquecer o título de um filme , ator , canção, não se lembrar onde deixou os óculos, etc.
Muitas pessoas preocupam-se, muitas vezes em excesso, por este tipo de esquecimento. Daí, uma informação importante:
"Quem tem consciência de ter este tipo de esquecimento, não tem problema sério de memória. Todos que padecem de doença de memória, com o inevitável fantasma do Alzeimer, são aqueles que NÃO tem consciência do que efetivamente se passa.
O professor Bruno Dubois, do Institut de la Mémoire et de la Maladie d’Alzheimer, do Hôpitaux Universitaires Pitié-Salpêtrière, em Paris, encontrou uma engraçada, mas didática explicação, válida para a maioria dos casos de pessoas que estão preocupadas com os seus esquecimentos:
  "Quanto mais se queixam dos seus problemas de memória, menos possibilidades têm de sofrer de uma doença de memória".
Este documento é dedicado a todos os esquecidos que me recordo.
Se esquecerem de repassar, não se preocupem porque não será Alzeimer... são os muitos anos que pesam dentro das suas cabeças.
Se não esquecer repasse.......kkkk