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sábado, 21 de outubro de 2017
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Engenheiro ganha prêmio internacional da Society of Petroleum Engineers (SPE)
O engenheiro de petróleo sênior, Renato Pinheiro, foi
premiado com o 2017 Regional Management and Information Award – South America
and Caribbean Region, concedido pela Society of Petroleum Engineers (SPE), uma
das mais importantes entidades da indústria mundial de petróleo e gás. Ele
levou o prêmio na categoria Gerenciamento e Informação, com um programa que
gerou economia de cerca de U$ 2 bilhões no custo total de construção de poços.
A cerimônia de entrega do prêmio ocorrerá em outubro,
durante a realização do Encontro Técnico Anual da SPE, em San Antonio, Texas, Estados
Unidos.
Há 32 anos na companhia, Renato é gerente geral de
Construção, Avaliação, Manutenção e Abandono de Poços em Águas Ultraprofundas e
destaca a importância do trabalho em equipe para a conquista do prêmio. “Isso é
resultado de um trabalho com pessoas motivadas, integradas, inovadoras e
preocupadas em reduzir durações e custos de poços, mesmo naqueles momentos de
altos preços de petróleo, visando a melhorar os resultados da companhia por
meio de uma curva de experiência que acreditamos ser possível, ou mesmo superada,
através de muita gestão de dados, informação e conhecimento, com transparência,
compartilhamento e disciplina. E tendo a segurança como valor fundamental”,
acrescentou.
O prêmio foi concedido considerando a evolução dos
resultados obtidos na construção de poços do pré-sal da Bacia de Santos por
meio do uso intensivo dos dados, transformando-os em informação e conhecimento,
além da implementação do conceito de curva de experiência na construção de
poços.
Também foram fundamentais a implementação e a gestão
de dois programas de melhoria: o Programa de Otimização dos Investimentos em
Poços do Pré-Sal e o Programa de Redução de Custos de Poços, ambos com
resultados expressivos e que contribuíram significativamente para a
viabilização dos projetos de desenvolvimento do pré-sal da Bacia de Santos.
O Programa de Redução de Custos de Poços gerou uma
economia de cerca de U$ 2 bilhões, entre 2013 e 2015, e deixou um legado
importante na rotina do segmento de Exploração e Produção. Outro resultado de
destaque foi a redução significativa (da ordem de 70%), entre 2010 e 2016, na
duração média total de perfuração e completação (conjunto de operações
necessárias para equipar o poço, depois de perfurado, e deixá-lo pronto para
produzir óleo e gás), de poços dos projetos
de investimento na área do pré-sal. “Não há como citar exatamente o maior
desafio enfrentado. Isso tudo é resultado de um conjunto, um trabalho de longo
prazo”, afirmou.
O engenheiro de petróleo se prepara para assumir um
novo desafio: a Gerência Geral de Serviços de Poço. “Fico feliz a cada poço
perfurado, avaliado ou completado que entregamos no pré-sal. E mais feliz ainda
quando eles entram em operação, contribuindo para a produção nacional e para o
crescimento de nossa empresa”, afirmou Pinheiro, mostrando que ainda pretende
continuar fazendo parte dessa história.
http://www.petrobras.com.br/fatos-e-dados/engenheiro-recebe-premio-internacional-da-society-of-petroleum-engineers-spe.htm
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Filho de refugiados criou empresa de R$ 4 bilhões (BBC)
O filho de refugiados que cresceu na pobreza e criou
empresa que hoje fatura R$ 4 bilhões
Suzanne Bearne BBC
16 outubro
2017
Direito de imagem RationalFX
Image caption Davdra ganhou moto Harley Davidson de
presente de esposa
Paresh Davdra está empolgado com sua moto
Harley-Davidson zero-quilômetro, presenteada por sua mulher, com quem se casou
em agosto.
O dono e co-fundador da empresa de câmbio RationalFX,
que fatura mais de 1 bilhão de libras (cerca de R$ 4,18 bilhões) por ano, leva
uma vida muito diferente da de seus pais e avós.
Eles foram forçados deixar Uganda em 1972, quando o
então ditador Idi Amin deu à população asiática apenas 90 dias para sair do
país.
"Eles chegaram ao Reino Unido com apenas 50
libras (R$ 208,8 em valores atuais)", conta Davdra. "Meu avô tinha a
própria alfaiataria, mas teve que deixar tudo para trás."
A família juntou todas as economias e comprou uma casa
em Harrow, no norte de Londres. O pai de Davdra arrumou emprego numa casa de
câmbio onde, posteriormente, virou gerente de controladoria.
Direito de imagem RationalFX
Image caption Paresh Davdra fundou a RationalFX em
2005
O espírito batalhador da família foi transmitido a
Davdra. "Nós nunca ganhamos nada de mão beijada. Se queríamos algo,
tínhamos que ir atrás para conquistar."
Desde os 16 anos, ele passava as férias escolares
trabalhando em uma loja de celulares ou com televendas. Quando estudava na
Universidade de Middlesex, passava as férias trabalhando na empresa do pai.
Davdra estudou marketing e ciência da computação na
universidade, mas explica que não tem uma desenvoltura natural com tecnologia.
"Se você contasse ao meu time que eu tenho esse
diploma, eles não acreditariam. Eu sou aquela pessoa que está sempre ligando
para a equipe do TI para conectar meu laptop à impressora", brinca ele.
Assim que se formou, em 2003, Davdra começou a
trabalhar na empresa do pai, como operador de câmbio, ajudando clientes a
comprar e vender grandes somas de moedas estrangeiras.
Direito de imagem RationalFX
Image caption RationalFX tem sede em Canary Wharf, em
Londres
Ele estava no cargo havia pouco mais de um ano quando
decidiu abrir a própria empresa junto com um colega de trabalho, o indiano
Rajesh Agrawal. A ideia da empresa era orientar os clientes na compra de
propriedades fora do país, ajudando nas questões relacionadas a câmbio.
"Tudo o que fazíamos na empresa antiga era
manual, mas percebemos que poderíamos oferecer o mesmo serviço online",
conta Davdra. Ele vendeu uma BMW que tinha comprado com financiamento e passou
a morar na casa do sócio para economizar no aluguel e ter dinheiro para abrir a
firma.
Com 32 mil libras (R$ 129,4 mil), os dois inauguraram
a RationalFX, em 2005. O primeiro desafio foi arranjar clientes.
"Nós pegamos o telefone e começamos a ligar para
agentes imobiliários e a ir a todos os eventos do setor", conta Davdra.
O sucesso da empresa começou quando eles conseguiram
fechar contratos com diversos agentes imobiliários que estavam vendendo
propriedades em Dubai. Mas, dois anos depois, a crise financeira internacional
estourou, em 2007.
Direito de imagem RationalFX
Image caption Avô de Davdra teve que abandonar Uganda
em 1972
A RationalFX foi afetada com a diminuição na entrada
de recursos, mas conseguiu sobreviver à crise e se diversificou.
Atualmente, os clientes da empresa vão de indivíduos
de alto poder aquisitivo, que querem comprar propriedades e fazer
investimentos, a empresas de médio porte, como exportadoras de veículos e
importadoras de materiais têxteis.
Apesar do gosto por motos e carros caros, o milionário
Davdra tem os pés no chão.
"Acho que somos bem humildes. Somos trabalhadores
e fazemos coisas normais. É assim que fomos criados", diz.
Direito de imagem RationalFX
Image caption RationalFX emprega 110 pessoas
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41635078
@política @social
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
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