sábado, 16 de junho de 2018

As práticas médicas do Egito Antigo que são usadas até hoje (BBC)

 BBC 17/07/17


No Egito antigo, a medicina e a magia se misturavam em um conjunto de práticas 

A medicina no Egito Antigo estava inevitavelmente misturada com a magia. Na época, não havia uma linha clara que demarcasse os limites entre a ciência e a religião.
Com frequência, acreditava-se que as doenças haviam sido enviadas pelos deuses como uma espécie de castigo ou que eram espíritos maus que estavam no corpo da pessoa e tinham de ser expulsos por meio de rituais, feitiços e amuletos.
Mas tudo isso era conjugado com uma medicina bastante prática - e alguns dos métodos utilizados na época sobreviveram ao passar do tempo.

Ainda que suspeite-se que muito conhecimento tenha se perdido com infortúnios como o desaparecimento da Biblioteca Real de Alexandria, sabe-se que a rica cultura egípcia, que floresceu por mais de 3 mil anos antes de Cristo, era muito avançada.
Ainda assim, não deixa de ser surpreendente o que sabiam no campo da Medicina, como por exemplo:

Cirurgia

Mumificação permitiu aos egípcios antigos conhecerem a anatomia humana

Os egípcios antigos aprenderam muito sobre a anatomia humana graças à tradição de mumificação. Ao preparar os mortos para sua viagem rumo ao além, podiam analisar as partes do corpo e associá-las com as doenças que a pessoa havia contraído em vida.
Isso permitiu que entendessem o suficiente do assunto para fazer cirurgias, sinais das quais podem ser encontrados nas múmias, desde a perfuração de crânios até a remoção de tumores.

Tratamentos dentários

 Hesire, um alto funcionário do rei Zoser, era o chefe de dentistas e médicos em 2700 a.C.

Por mais que se esforçassem em limpar e moer bem os grãos para fazer farinha, restavam pequenos pedaços de pedras na comida, assim como um pouco de areia do deserto. Isso desgastava os dentes e podia levar ao surgimento de buracos e infecções.
No Papiro Ebers, um dos tratados médicos mais antigos conhecidos, há várias receitas de preenchimentos e bálsamos. Uma delas descreve como tratar um "dente que coça até a abertura da pele": uma parte de cominho, outra de resina de incenso e uma de fruta.
Algumas receitas incluíam mel, que é antiséptico. Em outros casos, simplesmente tapavam os buracos com linho.

Próteses

 Próteses eram úteis tanto para os vivos quanto para os mortos

Os egípcios antigos precisavam de próteses tanto para os vivos quanto para os mortos - e talvez fossem até mais importantes para os mortos. Acreditava-se que, para enviar o corpo para o além, este deveria estar inteiro, daí a importância da mumificação e de completar o que faltasse antes da viagem final.
Mas também serviam para as pessoas vivas. A prótese de dedo na foto acima foi usada por uma mulher e é a mais antiga conhecida. 

Circuncisão

 Aparentemente, a circuncisão era feita quando o menido entrava na idade do 'uso da razão' (entre 8 e 11 anos)

A circuncisão é praticada ao longo da história por várias sociedades por razões médicas e/ou religiosas. No Egito Antigo, era bastante comum, tanto que o pênis não circuncisado era visto como algo curioso.
Há escritos descrevendo a fascinação dos soldados egípcios com os pênis dos povos líbios que haviam conquistado. Eles contam, com frequência, que essas pessoas eram levadas para casa pelos egípcios para que seus conhecidos pudessem ver suas partes íntimas.

Sistema médico controlado pelo governo

 Manuais médicos registravam doenças e tratamentos(GETTY IMAGES)

O acesso ao cuidado médico era controlado de perto pelo governo no Egito Antigo. Havia institutos que treinavam os médicos, que eram educados segundo um currículo específico. Esses locais também recebiam pacientes e os tratavam.
Havia manuais médicos, como o já mencionado Papiro Ebers, no quais eram registrados doenças e tratamentos. Além disso, há descrições de acampamentos médicos instalados próximos de canteiros de obras para atender os operários que sofriam acidentes.
Ainda há indícios de que, se o acidente ocorria no trabalho e a pessoa não podia trabalhar por causa disso, o operário recebia um pagamento durante o período de enfermidade.

 http://www.bbc.com/portuguese/geral-40634202


@medicina

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Para especialistas, blockchain vive estágio similar ao início da internet (Valor)

Valor - 24/5/18

O mercado de blockchain vive hoje um cenário semelhante ao do surgimento da internet comercial, com registro de cerca de dez plataformas disputando o interesse das empresas. Quase todas são privadas. A avaliação é de Fernando Ulrich, especialista em criptomoedas e blockchain do Grupo XP, que diz que a crença nas plataformas privadas de DLT (Distributed Ledger Technology, a base do blockchain) é semelhante à do início da internet, nos anos 1990, quando a rede era vista com desconfiança e acreditava-se que apenas as intranets seriam seguras para o ambiente corporativo.

"A internet era a rede aberta que qualquer um podia usar e inovar, e isso não era bem visto pelo mundo empresarial. Acredito que estamos num estágio similar com o blockchain, com plataformas abertas, como as do Bitcoin e do Ethereum, e outras que já nem são mais blockchain porque viraram soluções proprietárias. O tempo mostrou que a internet pode funcionar para os negócios", diz Ulrich.

Segundo ele, as principais plataformas em experimentação pelas empresas - como Hyperledger, apoiada por IBM e Oracle; Corda, do consórcio de bancos R3; Quorum, versão do Ethereum desenvolvida pelo JP Morgan; e em alguma medida o Ripple, que seria um modelo híbrido -- são voltadas para redes de blockchain fechadas. No caso do Ripple, empresa que conta com apoio do Santander, os bancos usam apenas o xCurrent, que substitui a rede Swift.

"Os bancos estão indo para essas plataformas privadas porque dois dos grandes atributos dos blockchains públicos, como o Ethereum e o Bitcoin, são a transparência e a possibilidade de ser acessado por qualquer pessoa. Os bancos querem saber quem está tendo acesso e ter o poder de vetar algum participante. Querem ter controle, o que em plataforma aberta não é possível", analisa Ulrich.

Guilherme Horn, líder de inovação da Accenture, observa que essas plataformas têm mais de uma versão/distribuição. A Accenture tem participação na Ripple e é parceira premium da R3. Ele diz que não há ainda uma plataforma que seja a mais indicada para o setor financeiro, embora algumas despontem como mais favoráveis para certas aplicações, como o Ripple para transferências internacionais e o Ethereuam para custódia de ações, por suas vantagens para contratos inteligentes. "Mas todas essas tecnologias estão em evolução e têm limitações que estão sendo superadas. Isso fará com que, daqui a um ano, os resultados dos testes possam ser diferentes. Vai haver uma consolidação no futuro, mas vai levar muito tempo."

Fábio Marras, CTO para bancos da IBM Brasil, diz que, desde os anos 2000, a empresa aposta no desenvolvimento em comunidade para a evolução das tecnologias. A empresa vê o Hyperledger como iniciativa da Linux Foundation, que reúne dezenas de empresas e desenvolvedores.

Para Carlos Henrique Duarte, CTO de blockchain da IBM Brasil, o fato de o Hyperledger utilizar o conceito de rede privada traz benefícios de controle, performance e governança. Outro diferencial é que o Hyperledger não tem uma criptomoeda. "Acreditamos que, no futuro, haverá mais de uma plataforma, e elas deverão ter uma certa interoperabilidade. Hyperledger será a DLT mais indicada para processos complexos", diz.

Fernando Lemos, vice-presidente de inovação e transformação digital da Oracle, diz que a empresa apoia um padrão aberto e a diferença do Hyperledger para o Ethereum, também baseado em padrões abertos, é que o Hyperledger é usado em redes permissionadas e o Ethereum pode ser usado em redes públicas ou privadas.

Ele destaca que a Oracle tem um grande número de aplicativos para os mercados financeiro, de seguros e de cartões de crédito, que estão sendo integrados ao conceito de distributed ledger para trabalhar com Hyperledger.

Gustavo Paro, especialista em blockchain na Microsoft Brasil, destaca que, embora a Microsoft apoie mais fortemente o Ethereum, não é exclusiva da plataforma, atuando no ecossistema de blockchain para facilitar o acesso às principais plataformas de DL.

"O Ethereum foi o nosso primeiro e continua sendo o principal parceiro porque tem a maior comunidade, com mais de 850 mil desenvolvedores. A Microsoft participa da Enterprise Ethereum Alliance, fundada com 30 membros e que hoje tem mais de 120 participantes. O objetivo é criar uma especificação com requisitos do mundo corporativo, pois hoje a plataforma é muito aberta", diz Paro.

Recém-instalada no país, a R3 contratou Keij Sakay, ex-CIO da Bovespa e de bancos como JP Morgan, para country manager da operação brasileira. Ele diz que uma de suas missões é o lançamento e consolidação da versão enterprise do Corda, que está sendo lançada neste mês. Consórcio de mais de 50 bancos, no Brasil, a R3 tem investimentos do Itaú Unibanco, do Bradesco e da B3.

"Investimos para nos aprofundar na plataforma e compará-la com as demais", diz Antranik Haroutiounian, diretor de pesquisa e inovação do Bradesco. Marcelo Câmara, especialista em blockchain do Bradesco, destaca como uma das vantagens do Corda o fato de permitir enviar a informação para o destinatário especifico, enquanto a maior parte das plataformas envia para todos.


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domingo, 10 de junho de 2018

Sem reajustes reais nos combustíveis, agiremos de forma danosa ao País (Décio Oddone)

Neto de um dos primeiros diretores da Petrobras, Décio Oddone, 58 anos, dedicou três décadas de sua vida profissional à estatal antes de assumir, em 2016, a diretoria-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), a agência reguladora do setor de combustíveis. Uma de suas missões ali é tornar o Brasil atraente para investidores internacionais – não só os que pretendem explorar jazidas do pré-sal, mas também os interessados em assumir e ampliar a produção das refinarias da estatal petroleira. O fim do monopólio no refino permitiria reduzir a dependência dos derivados importados e, em tese, derrubaria os preços no mercado interno. O desafio se tornou uma complexa amarração política desde a greve dos caminhoneiros. Nesta entrevista a ISTOÉ, Oddone defende a política de reajustes da Petrobras, diz que ninguém reclama do alinhamento de preços internacionais da soja e do trigo, e afirma que o Brasil deixou de receber R$ 1 trilhão em investimentos no setor desde 2010.


O que é mais importante: manter a recuperação da Petrobras ou equilibrar a relação entre produtores e consumidores?

A ANP está preocupada com o ambiente de negócios. Temos um potencial gigantesco no setor de petróleo e gás, incluindo petroquímica e fertilizantes, o que pode atrair R$ 2,5 trilhões nos próximos dez anos. Investimentos anuais de R$ 250 bilhões não cabem no balanço de nenhuma empresa do mundo. Por isso, precisamos que muita gente invista aqui. Os projetos envolvem gasodutos, oleodutos, terminais, refinarias, plataformas, pré-sal e extração em terra. Para que tudo ocorra, precisamos de um ambiente saudável, que seja democrático, respeite os contratos, oferecendo estabilidade e regras claras. Só que vivemos hoje uma situação em que os brasileiros manifestam desconforto com a forma que os repasses dos reajustes dos combustíveis são feitos. Nenhum investidor apostará onde este tipo de situação está sob questionamento.


Como o setor perdeu competitividade?

O setor de petróleo e gás do Brasil está passando pela sua maior transformação em décadas. A Petrobras foi fundada em 1953 e, ao longo de mais de 60 anos, foi a grande protagonista, com monopólio até 1997. Trabalhei na empresa por 30 anos e tenho um orgulho danado disso. Mas hoje é preciso perceber a evolução que ocorreu a partir da quebra do monopólio, com a criação da ANP, os leilões que atraíram empresas de fora, seguido do sucesso da descoberta do pré-sal. Depois, tivemos um período sem rodadas, o que prejudicou a sociedade. Perdemos por não termos continuado com os leilões do pré-sal em 2007 e 2008, enquanto fazíamos a discussão da nova Lei do Petróleo, de 2010. Nesse período, perdemos R$ 1 trilhão em investimentos e arrecadações só em exploração e produção. O reflexo disso é que, a partir de 2013, deixamos de arrecadar cerca de R$ 500 milhões ao ano.

O que é preciso para corrigir o problema?


Felizmente já fizemos a retomada, com os leilões de 2017 sob novas regras, o que transformou o Brasil no principal país na exploração de alto-mar. Esse grande avanço não foi acompanhado no refino. A Petrobras permaneceu monopolista neste segmento, somando 98% da capacidade nacional. Com isso, até hoje vivemos uma situação em que uma só empresa determina os preços dos derivados. O que aconteceu foi que saímos, de 2016 para 2018, de um modelo de formação de preços onde havia controle do governo para outro que criou reajustes sem interferência. Essa opção foi adotada na expectativa de que a Petrobras vendesse refinarias, o que só foi feito em 2018. Por causa disso, entramos em um mercado aberto e competitivo com um monopólio em operação.



A Petrobras permaneceu monopolista no refino, com 98% da capacidade nacional. Até hoje vivemos uma situação em que uma só empresa determina os preços dos derivados 
Obrigar os postos a comprar apenas de uma distribuidora não foi uma decisão cartelizadora? Essa medida não precisaria ser revista em definitivo?


A greve dos caminhoneiros trouxe a necessidade de uma ação imediata da agência. Fomos ágeis ao permitir que uma série de restrições fossem levantadas para facilitar o acesso dos consumidores aos produtos nos postos. Hoje, estudamos revisar novamente as regras. Formamos um grupo de trabalho com o Cade [Conselho Administrativo de Defesa Econômica] onde também discutimos a obrigatoriedade do posto contratar combustível de apenas uma bandeira.

Os postos não poderiam comprar direto das refinarias?

A eficiência dos canais de distribuição é fundamental para o funcionamento de todo o setor. Mudar traria uma série de complicações no controle de qualidade dos produtos e nos tributos. A complexidade do setor criou essa forma de funcionamento.



Como serão garantidos os 46 centavos de desconto?

O desconto ofertado pelas distribuidoras a partir do acordo para encerrar a greve é um processo que leva algum tempo, dadas as limitações que existem nos estoques das distribuidoras e dos postos. Sem contar as atualizações dos cálculos de ICMS nos estados. Tudo isso nos faz estimar que o desconto chegará aos consumidores em uns 15 dias. Ou seja, temos por volta de uma semana para que a cadeia use os estoques antigos e o desconto chegue à bomba.

A ANP tem como fiscalizar os postos e distribuidoras ou terá que pedir ajuda aos estados e outros órgãos?



Trabalhamos com os Procons estaduais e o Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia]. Os fiscais de alguns Procons já estão autorizados a atuar como se fossem da ANP. Isso aumenta nossa força.

Qual seria o melhor resultado para a Tomada Pública de Contribuições, a TPC, anunciada para definir a periodicidade dos aumentos?

O melhor quadro seria aquele que não apresentasse nenhuma interferência. Porém, a prática de reajustes diários da Petrobras se converteu em uma política de preços, já que não há outro agente competindo.



O Brasil sofre com flutuações cambiais. Adotar a Paridade de Preços Internacionais (PPI) para os combustívios nesse cenário não foi arriscado?

Acredito que a PPI seja fundamental para toda a economia. Se não formos capazes de reconhecer a necessidade de aplicar os preços reais internacionais dos combustíveis e derivados, agiremos de forma danosa. O reflexo será o desestímulo ao investimento no Brasil, o que traria consequências graves. Repare que ninguém questiona a aplicação de preços internacionais na soja ou no trigo. O atrelamento dos preços ao mercado internacional está na base do sucesso de qualquer indústria de commodities. Quem tentou algo diferente, fracassou.

Se não houvesse o monopólio da Petrobras, o preço dos derivados seria menor?



Não posso afirmar. Porém, digo que os preços estariam submetidos aos competidores. Enquanto vivermos em situações de monopólio, estaremos sujeitos a crise como essa que vivemos.



O desconto ofertado pelas distribuidoras a partir do acordo para encerrar a greve é um processo que leva algum tempo para chegar às bombas 
Em quanto tempo as novas refinarias vão conseguir ampliar a capacidade interna de refino, reduzindo a necessidade de importações?

Não será no curto prazo. Hoje o Brasil importa de 500 a 600 mil barris diários de derivados e exporta um milhão de barris de petróleo cru. A Empresa de Planejamento Energético tem estimativas de que até 2026 nossa demanda terá aumentado em mais 500 mil barris, ampliando a dependência internacional. Daí a importância de criarmos condições para que os investimentos possam chegar. Lembre também que a precificação do etanol e do biodiesel está atrelada aos derivados de petróleo. Se não adotarmos práticas saudáveis, vamos afetar não só a indústria petrolífera, mas a de biocombustíveis também.

Quando vamos abrir o refino para a iniciativa privada?

A Petrobras está na rua com o projeto de venda de quatro refinarias no Nordeste. Elas foram agrupadas em uma só empresa. O mesmo ocorre com duas refinarias na Região Sul. Quando novos atores entrarem com capital privado, essas refinarias deverão ser ampliadas.

Especialistas sugerem que o governo crie um fundo, a partir dos tributos já cobrados, a fim de manter algum equilíbrio nas flutuações. Essa medida seria exequível?

Existem várias formas de precificação. Canadá e Estados Unidos aplicam a fórmula da livre competição. Esse é o modelo que considero mais adequado para nós, principalmente por precisarmos de grandes investimentos externos. Há outros dois modelos intermediários. No Reino Unido, o preço do combustível é da ordem de 30% do preço final. O resto são impostos, com a diferença de que a tributação não varia junto com os preços. Aqui, alguns impostos, com o ICMS, são calculados em percentuais sobre o preço, o que acaba por alavancar mais ainda as altas. Na Europa, isso nem sempre ocorre dessa forma. Lá, se só a gasolina subir, a parcela de tributo é mantida, o que atenua o peso do aumento. O terceiro modelo, adotado no Chile e no Peru, consiste na criação desse fundo, por meio da qual o estado consegue manter alguma estabilidade no preço final. Esses três modelos são de mercado. Para as companhias, o resultado é indiferente. Advogo pelo modelo de mercado aberto, mas nada impede que a sociedade brasileira adote outra saída. Esta é uma decisão política que não está no âmbito da ANP. Todavia, lembro que não teríamos condições de rapidamente mudar nossa política tributária para um modelo como o britânico. Na prática, o problema é que hoje não temos nem mercado aberto, nem mitigação de tributos.

A adoção de postos de auto-serviço, com os clientes operando bombas, como ocorre nos EUA e Europa, pode reduzir preços finais?

Essa é uma das medidas sugeridas pelo Cade que vamos analisar. Ela engloba uma série de implicações econômicas, sociais e de segurança. Os custos dos postos vão ser reduzidos, mas antes seria preciso investimentos para mudar as bombas. Há também o problema do desemprego criado pela demissão dos frentistas. Tudo isso precisa ser analisado com cuidado, equilíbrio e transparência.


https://istoe.com.br/sem-reajustes-reais-nos-combustiveis-agiremos-de-forma-danosa-ao-pais/

@CEP85