@arte
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
domingo, 20 de janeiro de 2019
Vídeo: Let it go, 25 versões
A Disney procurou 25 mulheres, no mundo, com o mesmo timbre de voz, para produzir a cena épica de Let It Go, sincronizando perfeitamente a fala da personagem Elsa com a dublagem. (confira no vídeo abaixo). O objetivo? Valorizar o idioma das nacionalidades que mais visitam os parques, com a pronúncia perfeita e com o cuidado para que ninguém percebesse que haviam 25 mulheres diferentes. O resultado é surpreendente, mágico, envolve muito trabalho, planejamento, busca pela perfeição e muita paixão pelo cliente! Isso é cultura Disney!
@pop
sábado, 19 de janeiro de 2019
sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
A emocionante história do BC (Miriam Leitão)
Sábado,
12 de Janeiro de 2019 - 07:39
O
GLOBO | ECONOMIA
Sentado
na primeira fileira do auditório do Banco Central no Rio, Roberto Campos Neto
viu passar pela sua frente flashs da história da instituição que deve presidir.
Ex-presidentes contaram momentos dramáticos e decisões difíceis, crises da
dívida, quebras de bancos, hiperinflação, reformas monetárias. Ao longo das
falas no seminário ontem sobre a História Contada do Banco Central, ficou clara
a dimensão da instituição.
Ilan
Goldfajn, o atual presidente, resumiu ao fim da tarde e de três painéis
mediados pela jornalista Claudia Safatle, do “Valor”, a evolução que houve: Não
se fala mais de negociação da dívida externa, que foi o assunto dos primeiros
depoimentos, porque ficou para trás. Espero que a inflação também tenha ficado
para trás. Temos independência de fato, mas não temos ainda de direito.
O
assunto fiscal permanece conosco. O BC foi criado por lei em 31 de dezembro de
1964, mas começou oficialmente em 1965. Completa 54 anos em 2019, mas o evento
era para lembrar o registro histórico dos primeiros 50, que começou a ser feito
com o CPDOC, em 1989, e foi retomado no período de Alexandre Tombini e
completado agora com Ilan.
Ernane
Galvêas, aos 96 anos e lúcido, contou que o BC foi filho da conferência que
organizou o mundo monetário após a 2ª Guerra Mundial: Bulhões voltou de Bretton
Woods com essa ideia de que o Banco do Brasil não podia ser a autoridade
monetária. Carlos Langoni foi presidente no começo dos anos 1980, quando
estourou a crise da dívida externa que arruinaria a década. O Brasil não tinha
dólares, créditos, nem petróleo: —O presidente Figueiredo me chamou e disse:
‘pode negociar com os bancos, mas não deixa haver racionamento de combustível’.
Ele
voou para Riad para negociar a liberação dos petroleiros com suprimento para o
Brasil. Lá, por sorte, o presidente do BC era PhD pela Universidade de Chicago.
Os colegas se entenderam. Fernão Bracher contou como conseguiu manter o sistema
financeiro em pé quando três bancos quebraram no governo Sarney:Comind,
Auxiliar e Mais on nave. Fernando Milliet falou da tentativa de negociar com os
bancos estrangeiros, completamente hostis, depois da moratória de 1987. Wadico
Bucchi narrou as dificuldades daquele final do governo Sarney em plena
hiperinflação. Ibrahim Eris não estava, mas seu período foi o do calote da
dívida interna no governo Collor. Pedro Malan foi presidente no Plano Real, que
venceu a hiperinflação, e havia sido o negociador da dívida externa: Era uma
guerra de trincheiras entre os países em desenvolvimento e os bancos.
Malan
foi o responsável pelo acordo de paz nessa guerra. Persio Arida disse que olhou
seu discurso de posse e sabatina e concluiu que a agenda continua a mesma: o
crédito direcionado, a crise fiscal e a independência do BC. Gustavo Loyola
enfrentou a mais violenta crise bancária do país, em que quebraram Econômico,
Nacional e Bamerindus, mantendo o sistema em pé, através do Proer. E saneou os bancos
estaduais. Gustavo Franco manteve o câmbio no primeiro período do Plano Real,
um tempo de enorme pressão.
Cada
um aqui vivenciou coisas diferentes, mas ninguém sentiu monotonia disse. Chico
Lopes foi o responsável por uma instituição que é a semente do Banco Central
independente: o Copom. Ele disseque discordado ministro Paulo Guedes quando ele
diz que a social-democracia levou 30 anos para aprender o que é preciso fazer
na economia:
Acho
injustiça do meu amigo Paulo Guedes porque os social-democratas fizeram um
grande trabalho. Deixaram tudo preparado para a liberal-democracia. Para não
acertar o gol sós e erra rabola. Armínio introduziu as metas de inflação,
política que está completando 20 anos, masse ute moré o rom bodas contas
públicas: —Não há Banco Central do mundo que resista à continuação de um acrise
fiscal como a nossa. Uma reformada Previdência mais ou menos não será
suficiente.
Henrique
Meirelles contou como conseguiu na prática que o Banco Central fosse
independente no governo do ex-presidente Lula. O net ode Roberto Campos, um dos
criadores do BC, ouviu os recados dos que o antecederam entremeados de elogios
ao seu avô. Armínio disseque chega a ser“desconcertante” ler como os alertas
que ele fez nos anos 1970 sob recontas públicas permanecem atuais.
Video: trecho do filme "Amargo Regresso"
CENA QUE MARCOU O FILME “Amargo Pesadelo”,
Quatro amigos, Ed Gentry (Jon Voight), Lewis Medlock (Burt Reynolds), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronny Cox), sendo rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores, contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava, com sua mulher e com o filho autista, que nunca havia saído do terreno da casa.
A equipe parou no posto de gasolina para abastecer, e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas (Drew Ballinger violão), aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.
Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no vídeo.
Atentem para alguns detalhes:
- O garoto é realmente um autista e mudo;
- ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o dueto, começa a dançar;
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- A reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" Billy Redden merecia um Oscar por isso (Ano: 1972).
@cinema
Quatro amigos, Ed Gentry (Jon Voight), Lewis Medlock (Burt Reynolds), Bobby Trippe (Ned Beatty) e Drew Ballinger (Ronny Cox), sendo rodado no interior dos Estados Unidos. O diretor fez a locação de um posto de gasolina nos confins do mundo, onde aconteceria uma cena entre vários atores, contracenando com o proprietário do posto onde ele também morava, com sua mulher e com o filho autista, que nunca havia saído do terreno da casa.
A equipe parou no posto de gasolina para abastecer, e aconteceu a cena mais marcante que o diretor teve a felicidade de encaixar no filme.
Num dos cortes para refazer a cena do abastecimento, um dos atores que sendo músico sempre andava acompanhado do seu instrumento de cordas (Drew Ballinger violão), aproveitando o intervalo da gravação e já tendo percebido a presença de um garoto que dedilhava um banjo na varanda da casa, aproximou-se e começou a repetir a sequência musical do garoto.
Como houve uma 'resposta musical" por parte do garoto, o diretor captou a importância da cena e mandou filmar. O restante vocês verão no vídeo.
Atentem para alguns detalhes:
- O garoto é realmente um autista e mudo;
- ele não estava nos planos do filme;
- A alegria do pai curtindo o dueto, começa a dançar;
- A felicidade da mãe captada numa janela da casa;
- A reação autêntica de um autista quando o ator músico quer cumprimentá-lo.
Vale a pena a beleza do momento e, mais que tudo, a alegria do garoto.
A sua expressão. No início está distante, mas, à medida que toca o seu banjo, ele cresce com a música e vai se deixando levar por ela, até transformar a sua expressão num sorriso contagiante, transmitindo a todos a sua alegria.
A alegria de um autista, que é resgatada por alguns momentos, graças a um violão forasteiro. O garoto brilha, cresce e exibe o sorriso preso nas dobras da sua deficiência, que a magia da música traz à superfície.
Depois, ele volta para dentro de si, deixando a sua parcela de beleza eternizada "por acaso" no filme "Amargo Pesadelo" Billy Redden merecia um Oscar por isso (Ano: 1972).
@cinema
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Visa: analytics na cadeia de valor (Martha Funke)
Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018 - 05:59
VALOR ECONÔMICO | ESPECIAL - MATURIDADE DIGITAL
Visa potencializa o uso de analytics na cadeia de valor
Martha Funke
Os meios de pagamentos configuram outra vertente do segmento de instituições financeiras, o de maior maturidade digital no país, e passam na frente dos bancos na dimensão estratégia, com visão de longo prazo. O estudo mostra elevada consciência do potencial de mudança do próprio setor, com emprego da quantidade de informações disponível e da experiência em analytics para avançar na aplicação de modelos estatísticos sofisticados. Além disso, o setor dissemina temas de experiência do cliente, digitalização de processos e jornadas, com implementação de maneira ágil de trabalhar.
A Visa é um dos exemplos no quesito visão estratégica de longo prazo, com crença na transformação digital como principal maneira de democratizar meios de pagamento e reduzir o uso de dinheiro físico na sociedade. Para isso, busca potencializar o uso de analytics em toda a cadeia de valor, da prevenção de fraude à melhor percepção do consumidor.
As decisões centradas em dados apoiam a cadeia de valor, chegando a credenciadores, emissores e comércio. O acesso a informações transacionais embasa a definição de prioridades estratégicas com iniciativas distribuídas por grupos multifuncionais (squads) e apoiadas por estrutura robusta e madura de analytics. A dimensão estratégia é reforçada por diversidade de aplicações de modelos e foco na experiência do cliente final, com iniciativas como monitoramento de todos os pontos de contato e equipes de design para redesenhar jornadas. Estruturação e qualidade dos dados, com datalake e captura de dados transacionais e de fontes adicionais, reforçam a capacidade da empresa.
Com técnicas estatísticas avançadas, a bandeira é capaz de ajudar os emissores a serem mais efetivos em suas ofertas em momentos de alteração regulatória ou criar o recém-apresentando Índice de Maturidade para Pagamentos Digitais das cidades brasileiras, resultado do mapeamento das cidades com base em quatro grupos de informações - infraestrutura, condições socioeconômicas, transacionais e de aceitação -, que definiu os municípios foco do projeto de expansão regional Cidades do Futuro, com abordagem conjunta de credenciadores e emissores.
As informações transacionais também ajudam a identificar, por exemplo, o nível de aderência dos usuários e segmentos de mercado às novas tecnologias, para direcionar esforços de parceiros em sua própria transformação digital. Técnicas de machine learning e análise de redes neurais criaram pontuação para medir em tempo real a probabilidade de uma transação on-line ser fraude ou não, lembra o diretor da Visa Consulting e Analytics, Rodrigo Santoro.
O uso de dados para embasar decisões colocou a Edenred entre os destaques do segmento. A transformação digital da empresa contou com apoio da liderança no fomento de cultura inovadora para rever as jornadas de clientes e empregar a digitalização para encurtar caminhos entre serviços, usuários, clientes e plataformas, diz o presidente Gilles Coccolli. O resultado são iniciativas como o pioneirismo na criação da assistente virtual inteligente Eva, há quatro anos, e na chegada ao celular, com Samsung Pay.
Dados reunidos em data lake estão preparando o terreno para aprofundamento do uso de inteligência artificial (IA), que já apoia o uso do sistema de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) Salesforce para otimizar esforços de venda em função de reações do mercado de forma quase instantânea. Mais projetos serão colocados no ar em 2019, como a construção do perfil de prospects com base em histórico de dados para apoiar a área de crédito.
A Multiplus, por sua vez, aposta em inovação como um de seus valores estratégicos e um dos pilares de sua transformação digital. Escritório com layout aberto, projetos desenvolvidos por times multidisciplinares com apoio de metodologias como design thinking e squads e programa de fomento a startups reforçam o perfil inovador. Internamente, o Ciclo de Inovação reúne funcionários de todas as áreas e de diversos níveis hierárquicos, dos quais 50% são substituídos a cada ciclo.
O uso de técnicas avançadas de CRM e analytics faz parte do negócio e conta com iniciativas como o laboratório de testes, usado pelos os cientistas de dados para melhorar os resultados, diz o diretor Alexandre Marques Rodrigues.
@tecnologia @finanças
VALOR ECONÔMICO | ESPECIAL - MATURIDADE DIGITAL
Visa potencializa o uso de analytics na cadeia de valor
Martha Funke
Os meios de pagamentos configuram outra vertente do segmento de instituições financeiras, o de maior maturidade digital no país, e passam na frente dos bancos na dimensão estratégia, com visão de longo prazo. O estudo mostra elevada consciência do potencial de mudança do próprio setor, com emprego da quantidade de informações disponível e da experiência em analytics para avançar na aplicação de modelos estatísticos sofisticados. Além disso, o setor dissemina temas de experiência do cliente, digitalização de processos e jornadas, com implementação de maneira ágil de trabalhar.
A Visa é um dos exemplos no quesito visão estratégica de longo prazo, com crença na transformação digital como principal maneira de democratizar meios de pagamento e reduzir o uso de dinheiro físico na sociedade. Para isso, busca potencializar o uso de analytics em toda a cadeia de valor, da prevenção de fraude à melhor percepção do consumidor.
As decisões centradas em dados apoiam a cadeia de valor, chegando a credenciadores, emissores e comércio. O acesso a informações transacionais embasa a definição de prioridades estratégicas com iniciativas distribuídas por grupos multifuncionais (squads) e apoiadas por estrutura robusta e madura de analytics. A dimensão estratégia é reforçada por diversidade de aplicações de modelos e foco na experiência do cliente final, com iniciativas como monitoramento de todos os pontos de contato e equipes de design para redesenhar jornadas. Estruturação e qualidade dos dados, com datalake e captura de dados transacionais e de fontes adicionais, reforçam a capacidade da empresa.
Com técnicas estatísticas avançadas, a bandeira é capaz de ajudar os emissores a serem mais efetivos em suas ofertas em momentos de alteração regulatória ou criar o recém-apresentando Índice de Maturidade para Pagamentos Digitais das cidades brasileiras, resultado do mapeamento das cidades com base em quatro grupos de informações - infraestrutura, condições socioeconômicas, transacionais e de aceitação -, que definiu os municípios foco do projeto de expansão regional Cidades do Futuro, com abordagem conjunta de credenciadores e emissores.
As informações transacionais também ajudam a identificar, por exemplo, o nível de aderência dos usuários e segmentos de mercado às novas tecnologias, para direcionar esforços de parceiros em sua própria transformação digital. Técnicas de machine learning e análise de redes neurais criaram pontuação para medir em tempo real a probabilidade de uma transação on-line ser fraude ou não, lembra o diretor da Visa Consulting e Analytics, Rodrigo Santoro.
O uso de dados para embasar decisões colocou a Edenred entre os destaques do segmento. A transformação digital da empresa contou com apoio da liderança no fomento de cultura inovadora para rever as jornadas de clientes e empregar a digitalização para encurtar caminhos entre serviços, usuários, clientes e plataformas, diz o presidente Gilles Coccolli. O resultado são iniciativas como o pioneirismo na criação da assistente virtual inteligente Eva, há quatro anos, e na chegada ao celular, com Samsung Pay.
Dados reunidos em data lake estão preparando o terreno para aprofundamento do uso de inteligência artificial (IA), que já apoia o uso do sistema de gestão de relacionamento com o cliente (CRM) Salesforce para otimizar esforços de venda em função de reações do mercado de forma quase instantânea. Mais projetos serão colocados no ar em 2019, como a construção do perfil de prospects com base em histórico de dados para apoiar a área de crédito.
A Multiplus, por sua vez, aposta em inovação como um de seus valores estratégicos e um dos pilares de sua transformação digital. Escritório com layout aberto, projetos desenvolvidos por times multidisciplinares com apoio de metodologias como design thinking e squads e programa de fomento a startups reforçam o perfil inovador. Internamente, o Ciclo de Inovação reúne funcionários de todas as áreas e de diversos níveis hierárquicos, dos quais 50% são substituídos a cada ciclo.
O uso de técnicas avançadas de CRM e analytics faz parte do negócio e conta com iniciativas como o laboratório de testes, usado pelos os cientistas de dados para melhorar os resultados, diz o diretor Alexandre Marques Rodrigues.
@tecnologia @finanças
Banco já se prepara para ser alvo de auditorias no próximo governo (Valor Econômico)
VALOR
19out18
Banco já
se prepara para ser alvo de auditorias no próximo governo
Por Francisco Góes | Do Rio
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem se preparando, internamente, para a transição de governo em um cenário em que a instituição deverá ser alvo, novamente, de investigações e de auditorias. A promessa de devassa no BNDES em um eventual governo de Jair Bolsonaro, conforme publicado nesta semana pelo Valor, não inquieta os técnicos do banco, que, desde 2015, vêm sendo submetidos a um escrutínio público permanente. Na coordenação de campanha de Bolsonaro, porém, há o entendimento de que a sociedade brasileira ainda não está satisfeita com as apurações realizadas envolvendo o banco.
Técnicos da instituição dizem que há reconhecimento, por parte de órgãos de controle externo e da área econômica do governo, de que o banco evoluiu em termos de transparência e foco de atuação. O BNDES argumenta que tem níveis de transparência elevados na comparação com outras instituições de fomento, casos do Nafin (México), BDC (Canadá), KfW (Alemanha), ICO (Espanha) e JFC (Japão).
O BNDES afirma que disponibiliza relatórios anuais na internet, tem Portal de Transparência com requisição de informação e possui estatísticas detalhadas on-line com identificação do cliente. Na área de mercado de capitais, o banco divulga uma série de informações e pretende ampliar esse conteúdo com dados sobre valores investidos, retorno geral da carteira e desinvestimentos feitos.
No caso do apoio à produtora de proteínas JBS, o banco instaurou uma comissão de apuração interna e não identificou nenhum fato relevante. Para aprofundar as investigações e dar maior segurança às informações financeiras do banco, auditadas pela KPMG e pela Grant Thornton, o BNDES contratou uma auditoria internacional independente, que está sendo conduzida pelos escritórios Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, dos EUA, e o brasileiro Levy & Salomão. Há informações de que essa auditoria possa estar concluída no mês que vem.
Na visão de integrantes da coordenação de campanha de Bolsonaro, o que se espera no BNDES, no próximo governo, é uma "investigação isenta". "Tem que fazer uma análise do que foi investigado e, se houver lacunas, aprofundar a investigação. Se não houver lacunas, se tudo foi coberto, é preciso dar maior transparência às informações", disse uma fonte. Para o interlocutor, as investigações feitas até agora não são suficientes. "As CPIs [sobre o BNDES] têm tom político, e as ações do TCU [Tribunal de Contas da União] e do Ministério Público trabalham com informações selecionadas [sem ver o quadro geral do banco]", disse a fonte.
Desde 2015, o BNDES foi objeto de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no Congresso; tornou-se alvo da Operação Bullish, da Polícia Federal, relacionada às relações do banco com a JBS; e enfrenta 88 processos administrativos no TCU que analisam operações do banco nas áreas de mercado de capitais, exportações, benefícios de recursos humanos e o relacionamento da instituição com o Tesouro, no âmbito das chamadas "pedaladas" fiscais.
Todo esse conjunto de investigações não resultou, no entanto, até o momento em funcionários do banco denunciados pela Justiça. No caso da JBS, houve o indiciamento, pela PF, do ex-presidente do banco Luciano Coutinho e de um ex-superintendente, Caio Melo, que está licenciado. Isso não impede, porém, que seus servidores continuem com medo de tomar decisões, sob risco de serem posteriormente responsabilizados pelo TCU. "Vive-se uma situação em que o gestor público [do BNDES] prefere não assinar nada", disse um técnico. Há, por outra parte, demandas para que o banco assuma riscos em projetos e atue nas "falhas de mercado".
No TCU, está a fonte maior de preocupação dos técnicos do BNDES. O receio deve-se ao fato de que os processos administrativos podem responsabilizar os servidores na pessoa física caso as decisões do tribunal concluam por dolo ao erário, por exemplo. Em casos em que o processo se transforma em Tomada de Contas Especial (TCE), há risco de bloqueio de bens pessoais dos funcionários. Dos 88 processos administrativos envolvendo o BNDES no TCU, 12 se transformaram em TCEs. Ao todo, mais de 200 empregados foram envolvidos nesses processos e 120 estão sendo responsabilizados em tomadas de contas individualizadas. Há ainda 66 pessoas respondendo por danos ao erário nos processos do TCU. Mesmo com a abertura de TCEs, cabe recurso antes de uma decisão final do tribunal. Os técnicos do banco entendem que é preciso criar um marco regulatório que dê segurança para o servidor tomar decisões e não ser posteriormente punido, mesmo que tenha atuado dentro da lei e das regras.
Na transição de governo, o banco também trabalha na produção de um "kit BNDES", formado por 23 documentos com resumos dos diferentes setores atendidos pela instituição. O "kit BNDES" busca dar visibilidade sobre três pilares: financeiro e crédito, planejamento estratégico e medidas para setores e para o país.
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vem se preparando, internamente, para a transição de governo em um cenário em que a instituição deverá ser alvo, novamente, de investigações e de auditorias. A promessa de devassa no BNDES em um eventual governo de Jair Bolsonaro, conforme publicado nesta semana pelo Valor, não inquieta os técnicos do banco, que, desde 2015, vêm sendo submetidos a um escrutínio público permanente. Na coordenação de campanha de Bolsonaro, porém, há o entendimento de que a sociedade brasileira ainda não está satisfeita com as apurações realizadas envolvendo o banco.
Técnicos da instituição dizem que há reconhecimento, por parte de órgãos de controle externo e da área econômica do governo, de que o banco evoluiu em termos de transparência e foco de atuação. O BNDES argumenta que tem níveis de transparência elevados na comparação com outras instituições de fomento, casos do Nafin (México), BDC (Canadá), KfW (Alemanha), ICO (Espanha) e JFC (Japão).
O BNDES afirma que disponibiliza relatórios anuais na internet, tem Portal de Transparência com requisição de informação e possui estatísticas detalhadas on-line com identificação do cliente. Na área de mercado de capitais, o banco divulga uma série de informações e pretende ampliar esse conteúdo com dados sobre valores investidos, retorno geral da carteira e desinvestimentos feitos.
No caso do apoio à produtora de proteínas JBS, o banco instaurou uma comissão de apuração interna e não identificou nenhum fato relevante. Para aprofundar as investigações e dar maior segurança às informações financeiras do banco, auditadas pela KPMG e pela Grant Thornton, o BNDES contratou uma auditoria internacional independente, que está sendo conduzida pelos escritórios Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP, dos EUA, e o brasileiro Levy & Salomão. Há informações de que essa auditoria possa estar concluída no mês que vem.
Na visão de integrantes da coordenação de campanha de Bolsonaro, o que se espera no BNDES, no próximo governo, é uma "investigação isenta". "Tem que fazer uma análise do que foi investigado e, se houver lacunas, aprofundar a investigação. Se não houver lacunas, se tudo foi coberto, é preciso dar maior transparência às informações", disse uma fonte. Para o interlocutor, as investigações feitas até agora não são suficientes. "As CPIs [sobre o BNDES] têm tom político, e as ações do TCU [Tribunal de Contas da União] e do Ministério Público trabalham com informações selecionadas [sem ver o quadro geral do banco]", disse a fonte.
Desde 2015, o BNDES foi objeto de três Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI) no Congresso; tornou-se alvo da Operação Bullish, da Polícia Federal, relacionada às relações do banco com a JBS; e enfrenta 88 processos administrativos no TCU que analisam operações do banco nas áreas de mercado de capitais, exportações, benefícios de recursos humanos e o relacionamento da instituição com o Tesouro, no âmbito das chamadas "pedaladas" fiscais.
Todo esse conjunto de investigações não resultou, no entanto, até o momento em funcionários do banco denunciados pela Justiça. No caso da JBS, houve o indiciamento, pela PF, do ex-presidente do banco Luciano Coutinho e de um ex-superintendente, Caio Melo, que está licenciado. Isso não impede, porém, que seus servidores continuem com medo de tomar decisões, sob risco de serem posteriormente responsabilizados pelo TCU. "Vive-se uma situação em que o gestor público [do BNDES] prefere não assinar nada", disse um técnico. Há, por outra parte, demandas para que o banco assuma riscos em projetos e atue nas "falhas de mercado".
No TCU, está a fonte maior de preocupação dos técnicos do BNDES. O receio deve-se ao fato de que os processos administrativos podem responsabilizar os servidores na pessoa física caso as decisões do tribunal concluam por dolo ao erário, por exemplo. Em casos em que o processo se transforma em Tomada de Contas Especial (TCE), há risco de bloqueio de bens pessoais dos funcionários. Dos 88 processos administrativos envolvendo o BNDES no TCU, 12 se transformaram em TCEs. Ao todo, mais de 200 empregados foram envolvidos nesses processos e 120 estão sendo responsabilizados em tomadas de contas individualizadas. Há ainda 66 pessoas respondendo por danos ao erário nos processos do TCU. Mesmo com a abertura de TCEs, cabe recurso antes de uma decisão final do tribunal. Os técnicos do banco entendem que é preciso criar um marco regulatório que dê segurança para o servidor tomar decisões e não ser posteriormente punido, mesmo que tenha atuado dentro da lei e das regras.
Na transição de governo, o banco também trabalha na produção de um "kit BNDES", formado por 23 documentos com resumos dos diferentes setores atendidos pela instituição. O "kit BNDES" busca dar visibilidade sobre três pilares: financeiro e crédito, planejamento estratégico e medidas para setores e para o país.
BNDES tem
R$ 50 bi para infraestrutura
Por Claudia Safatle
Depois de chegar ao fundo do poço, o BNDES está preparado para dobrar e liderar os investimentos em infraestrutura no próximo ano, assegurou o diretor de Infraestrutura e Saneamento do banco, Marcos Ferrari. O pico da atuação na infraestrutura foi em 2014, quando os desembolsos chegaram a R$ 69 bilhões. O "cavalo de pau" foi dado em 2016, com a queda para R$ 26 bilhões. Em 2017 e 2018 a cifra se estabilizou em R$ 27 bilhões.
A instituição, agora, está pronta para retomar, nos próximos três anos, a média histórica de 2% do PIB - cerca de R$ 130 bilhões - de desembolsos anuais, sendo que desses, R$ 50 bilhões podem ser destinados à expansão da infraestrutura no país a partir de 2019, disse o diretor.
Ferrari explicou que, quando fala em liderança, está se referindo não aos desembolsos de operações tradicionais, mas à estruturação de projetos e ao fomento do mercado de capitais com garantias e fianças, dentre outros recursos, que o banco está ofertando.
Tomando como ótimo o estoque de infraestrutura de 60% do PIB que o país registrava nos anos de 1980, a situação hoje beira a calamidade. O estoque é de pouco mais de 30% do PIB. Entre os anos de 1970 e 1980, o país investia o equivalente a 5,4% do PIB. Hoje o investimento na expansão de rodovias, energia, telecomunicações, saneamento, dentre outras áreas, não passa de 2% do PIB.
Para o país voltar a ter um estoque de 60% do PIB até 2035, a taxa de investimento necessária varia de 4,5% do PIB a 5,3% do PIB, dependendo do crescimento econômico médio do período, de 1% a 3%, respectivamente.
Traduzindo em miúdos, o Brasil precisa aumentar o investimento em infraestrutura em cerca de R$ 150 bilhões por ano, conforme exposição recente do diretor do BNDES na Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base).
Há espaço, portanto, para o BNDES atuar em duas frentes: no mercado de dívida e no mercado de capitais, retomando o crescimento do crédito tradicional e, ao mesmo tempo, estimulando as operações no mercado de capitais, salientou Ferrari.
O banco voltou a operar com fiança, que havia parado de oferecer há 20 anos. A fiança pode chegar a 100% do valor do financiamento ou da emissão de debêntures. Outra alternativa é o fundo de crédito em infraestrutura, pelo qual o BNDES participa da ancoragem de emissões privadas mediante proposta firme de compra de 50%, por exemplo, de uma emissão. Assim, o banco viabiliza a participação dos fundos de pensão, já que esses investidores não podem comprar debêntures diretamente do emissor.
Tudo indica que não faltarão recursos para a expansão das obras de infraestrutura no país, desde que haja regras claras e uma regulação de boa qualidade. Hoje o caixa da instituição é de R$ 140 bilhões que não foram emprestados por absoluta falta de demanda.
Um problema que aparece no radar é de outra natureza. Há dinheiro, mas não há uma lista de novos e bons projetos na carteira do banco. Esse é um drama que já se coloca para 2019 e para o qual o presidente da instituição, Dyogo de Oliveira, tem chamado a atenção.
O diretor de Infraestrutura e Saneamento foi encarregado de preparar a transição no BNDES e já está listando as medidas que deveriam ter sido tomadas pelo atual governo e que, por razões diversas, não foram, para que a próxima administração as adote.
Dentre elas, ele destaca a sugestão para que se reduza os dividendos que o BNDES repassa anualmente ao Tesouro Nacional dos atuais 60% do resultado do banco para 25%. Sem isso não será possível retomar a média histórica de 2% do PIB de desembolsos da instituição de fomento.
Outra iniciativa que ele chama a atenção para que seja adotada é a assinatura do decreto de relicitação das concessões que não deram certo. Um exemplo clássico é a do aeroporto de Viracopos, cujas condições objetivas previstas no contrato não aconteceram. Em 2016 o consórcio pediu o reequilíbrio do contrato, mas, por alguma razão desconhecida, a agência reguladora não decidiu, restringindo-se a aplicação de multas. Situação esdrúxula que levou os investidores a entrarem em recuperação judicial.
Uma terceira sugestão para o próximo governo é a de que ele retire as empresas estatais estaduais e municipais "não dependentes" do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de crédito bancário ao setor público sem garantia da União. Os bancos federais podem emprestar aos entes públicos até R$ 24 bilhões, sendo que desses, R$ 17 bilhões têm garantias da União e os R$ 7 bilhões restantes não têm tais garantias. Ocorre que as estatais estaduais não raro têm rating melhor do que os Estados.
Após jorrar dinheiro público caro para emprestar barato às campeãs nacionais nos governos do PT, o BNDES se reestruturou, devolveu uma montanha de dinheiro para o Tesouro Nacional e, ao que parece, está arrumado para começar um novo capítulo na história do desenvolvimento econômico do país.
Depois de chegar ao fundo do poço, o BNDES está preparado para dobrar e liderar os investimentos em infraestrutura no próximo ano, assegurou o diretor de Infraestrutura e Saneamento do banco, Marcos Ferrari. O pico da atuação na infraestrutura foi em 2014, quando os desembolsos chegaram a R$ 69 bilhões. O "cavalo de pau" foi dado em 2016, com a queda para R$ 26 bilhões. Em 2017 e 2018 a cifra se estabilizou em R$ 27 bilhões.
A instituição, agora, está pronta para retomar, nos próximos três anos, a média histórica de 2% do PIB - cerca de R$ 130 bilhões - de desembolsos anuais, sendo que desses, R$ 50 bilhões podem ser destinados à expansão da infraestrutura no país a partir de 2019, disse o diretor.
Ferrari explicou que, quando fala em liderança, está se referindo não aos desembolsos de operações tradicionais, mas à estruturação de projetos e ao fomento do mercado de capitais com garantias e fianças, dentre outros recursos, que o banco está ofertando.
Tomando como ótimo o estoque de infraestrutura de 60% do PIB que o país registrava nos anos de 1980, a situação hoje beira a calamidade. O estoque é de pouco mais de 30% do PIB. Entre os anos de 1970 e 1980, o país investia o equivalente a 5,4% do PIB. Hoje o investimento na expansão de rodovias, energia, telecomunicações, saneamento, dentre outras áreas, não passa de 2% do PIB.
Para o país voltar a ter um estoque de 60% do PIB até 2035, a taxa de investimento necessária varia de 4,5% do PIB a 5,3% do PIB, dependendo do crescimento econômico médio do período, de 1% a 3%, respectivamente.
Traduzindo em miúdos, o Brasil precisa aumentar o investimento em infraestrutura em cerca de R$ 150 bilhões por ano, conforme exposição recente do diretor do BNDES na Abdib (Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base).
Há espaço, portanto, para o BNDES atuar em duas frentes: no mercado de dívida e no mercado de capitais, retomando o crescimento do crédito tradicional e, ao mesmo tempo, estimulando as operações no mercado de capitais, salientou Ferrari.
O banco voltou a operar com fiança, que havia parado de oferecer há 20 anos. A fiança pode chegar a 100% do valor do financiamento ou da emissão de debêntures. Outra alternativa é o fundo de crédito em infraestrutura, pelo qual o BNDES participa da ancoragem de emissões privadas mediante proposta firme de compra de 50%, por exemplo, de uma emissão. Assim, o banco viabiliza a participação dos fundos de pensão, já que esses investidores não podem comprar debêntures diretamente do emissor.
Tudo indica que não faltarão recursos para a expansão das obras de infraestrutura no país, desde que haja regras claras e uma regulação de boa qualidade. Hoje o caixa da instituição é de R$ 140 bilhões que não foram emprestados por absoluta falta de demanda.
Um problema que aparece no radar é de outra natureza. Há dinheiro, mas não há uma lista de novos e bons projetos na carteira do banco. Esse é um drama que já se coloca para 2019 e para o qual o presidente da instituição, Dyogo de Oliveira, tem chamado a atenção.
O diretor de Infraestrutura e Saneamento foi encarregado de preparar a transição no BNDES e já está listando as medidas que deveriam ter sido tomadas pelo atual governo e que, por razões diversas, não foram, para que a próxima administração as adote.
Dentre elas, ele destaca a sugestão para que se reduza os dividendos que o BNDES repassa anualmente ao Tesouro Nacional dos atuais 60% do resultado do banco para 25%. Sem isso não será possível retomar a média histórica de 2% do PIB de desembolsos da instituição de fomento.
Outra iniciativa que ele chama a atenção para que seja adotada é a assinatura do decreto de relicitação das concessões que não deram certo. Um exemplo clássico é a do aeroporto de Viracopos, cujas condições objetivas previstas no contrato não aconteceram. Em 2016 o consórcio pediu o reequilíbrio do contrato, mas, por alguma razão desconhecida, a agência reguladora não decidiu, restringindo-se a aplicação de multas. Situação esdrúxula que levou os investidores a entrarem em recuperação judicial.
Uma terceira sugestão para o próximo governo é a de que ele retire as empresas estatais estaduais e municipais "não dependentes" do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de crédito bancário ao setor público sem garantia da União. Os bancos federais podem emprestar aos entes públicos até R$ 24 bilhões, sendo que desses, R$ 17 bilhões têm garantias da União e os R$ 7 bilhões restantes não têm tais garantias. Ocorre que as estatais estaduais não raro têm rating melhor do que os Estados.
Após jorrar dinheiro público caro para emprestar barato às campeãs nacionais nos governos do PT, o BNDES se reestruturou, devolveu uma montanha de dinheiro para o Tesouro Nacional e, ao que parece, está arrumado para começar um novo capítulo na história do desenvolvimento econômico do país.
@BNDES @BRASIL @ECONOMIA
Assinar:
Postagens (Atom)