terça-feira, 7 de janeiro de 2025
segunda-feira, 6 de janeiro de 2025
A polarização sem fim.
Bom dia Pinheiro. Creio que o Roberio nem entrou neste grupo. Já as postagens do Hugo sempre foram respeitosas. A complicação se dava quando o colega recém saído do grupo utilizava este grupo para fazer panfletagem. Em especial, o uso indiscriminado do termo genocida muito me incomodou. Me lembra dos vários pais de amigos que sobreviveram ao horror nazista, e de meu tio avô, militar italiano, deportado para campo de concentração por não aceitar fazer parte do exército Italo-alemão, nazi-fascista(República de Saló), após a queda de Mussolini. Estes sim, foram alvos de um regime genocida, onde os adversários foram eliminados em processo industrial. Todos os sobreviventes os quais eu tive contato estão entre as pessoas mais gentis que eu conheci. Quem viu a morte de perto sabe dar valor ao seu semelhante, e preza a gentileza.
Barreto, Hugo, Paulo Roberio
Já temos mais de 60 anos, opiniões e direções estabelecidas.
Não creio que há alguma chance de mudança em seus (ou nossos) pontos de vista.
As discussões iniciais até que surgiram de forma tranquila, mas agora o que a gente está vendo são pontos de vista de posicionamentos já estabelecidos e que dificilmente mudarão.
Que tal trazermos outros temas para o grupo?
Já perdemos muitos colegas por conta das eleições…
Pensem a respeito.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
FELIZ ANO DA MATEMÁTICA
Será 2025 uma espécie de "Ano Perfeito"...?
1) 2025 é um quadrado perfeito:
45 × 45=2025
2) 2025 também é o produto de dois quadrados perfeitos diferentes de um:
9² x 5² = 81 x 25 = 2025
3) 2025 é, além disso, a soma de 3 quadrados perfeitos:
40² + 20² + 5² =
= 1600 + 400 + 25 =
= 2025
4) 2025 é o primeiro ano cuja representação numeral é um quadrado perfeito, desde 1936
5) 2025 é a soma dos cubos de todos os dígitos do sistema decimal:
1³+2³+3³+4³+5³+6³+7³+8³+9³ =
= 2025
6) Separe o numeral 2025 em duas partes e obenha:
20 e 25, cuja soma, 45, ao quadrado é... 2025
7) 2025 também é:
(1+2+3+4+5+6+7+8+9)^2
FELIZ ANO DA MATEMÁTICA
segunda-feira, 11 de março de 2024
segunda-feira, 15 de janeiro de 2024
segunda-feira, 4 de dezembro de 2023
sábado, 10 de junho de 2023
Cezar 99
Estou no RS , precisamente em Chiapetta onde nasci! Ao meu lado está mamãe Erica com seus 99 anos que será comemorado no próximo sábado!
segunda-feira, 15 de maio de 2023
sábado, 15 de abril de 2023
sábado, 18 de março de 2023
terça-feira, 14 de março de 2023
sábado, 25 de fevereiro de 2023
A realidade está se impondo na transição energética( Décio Oddone)
Décio Oddone: A realidade está se impondo na transição energética
Desde a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, a necessidade de redução das emissões de carbono vem ganhando tração. Metas de descarbonização passaram a ser objeto de discussões em governos, instituições e empresas. Durante a pandemia, quando a demanda por petróleo havia caído como nunca, e parecia que jamais retomaria o nível anterior, a Agência Internacional de Energia (AIE) publicou um relatório que continha um cenário indicando que seria necessário interromper a aprovação de novos projetos de produção de hidrocarbonetos para limitar o aquecimento global a 1,5ºC acima da temperatura média de antes da Revolução Industrial, como estabelecido em Paris. Alguns passaram a crer que isso seria possível.
Surgiram novas medidas governamentais. Nos EUA, o Inflation Reduction Act estimula a geração com fontes renováveis. A Europa aprovou o RePowerEU. A confiança em uma descarbonização rápida era tanta que a indústria do petróleo foi desconvidada da Conferência do Clima de Glascow, no final de 2021.
Naquela época, um conjunto de fatores levou a um aumento do custo da eletricidade na Europa. Exatamente um ano atrás, a invasão da Ucrânia pela Rússia aumentou a preocupação com a segurança energética e transformou o mercado de petróleo, derivados e gás. No período pós-pandemia, o consumo de carvão cresceu. O do petróleo e derivados tomou o mesmo rumo. Com a reabertura da China, a demanda por querosene de aviação, o último dos derivados que ainda não havia experimentado uma recuperação, voltou a subir. Não só na China, mas também nos EUA, na Europa, no Japão, na Coreia e na Austrália, por exemplo.
As reações aos aumentos de preço, desde o início do ciclo de alta, não tardaram. O governo dos EUA, depois de liberar grandes volumes das reservas de petróleo, instou a indústria a aumentar a produção. Outros países adotaram soluções semelhantes. Grandes empresas de petróleo e gás europeias vinham mudando o portfólio, com maiores investimentos em energias renováveis. Mais recentemente, fruto dos excepcionais resultados dos negócios de petróleo e gás, e dos nem tão animadores retornos dos projetos de energia limpa, a estratégia começou a sofrer ajustes.
Esses movimentos indicam que a realidade vem se impondo e a percepção de que a substituição dos principais energéticos em utilização no mundo seria fácil ficou para trás. Uma transição gradual agora parece o cenário mais provável. Não é o ideal, mas o possível. Jamais uma fonte de energia foi substituída por outra. Até a revolução industrial, a biomassa era a principal fonte. Depois veio o carvão, o petróleo, o gás natural e as energias renováveis. Apesar de hoje os combustíveis fósseis responderem por mais de 85% da geração de energia, o consumo absoluto de biomassa dobrou desde 1800. A demanda por carvão, petróleo e gás também só cresceu desde que cada um foi introduzido.
Em junho de 2021, escrevi neste espaço um artigo com o título "A transição energética será gradual e sem ruptura", em que concluí que, "enquanto a necessidade de desenvolver fontes mais eficientes para substituir a biomassa e a tração animal era o desafio no passado, agora é preciso aumentar a oferta de energia a preços acessíveis e diminuir as emissões de CO2 e os impactos ao meio ambiente. Ao mesmo tempo. As mudanças serão profundas. A eficiência energética vai melhorar. As fontes renováveis crescerão mais rápido. A disponibilidade de energia vai aumentar. A matriz energética será mais diversificada. A redução das emissões será gradual. A transformação se dará sem ruptura. Da mesma forma que a biomassa ainda tem um papel relevante, apesar do ativismo que envolve as questões ambientais, petróleo e gás continuarão sendo importantes por muito tempo e serão fundamentais na manutenção da qualidade de vida durante a transição para uma economia de baixo carbono. Os grandes avanços, como acontece desde que o homem deixou as cavernas, virão da inovação e da aplicação de novas tecnologias."
A redução das emissões virá, também, de medidas governamentais que acelerem decisões dos agentes econômicos, como a taxação do carbono ou o banimento da venda de veículos à combustão na Europa a partir de 2035.
Recentemente, o Upstream, principal periódico sobre exploração e produção de petróleo, publicou matéria intitulada: "Estão as grandes empresas de petróleo voltando atrás nas promessas de fazer a transição energética?" Daniel Yergin, conhecido analista e escritor norte-americano, por sua vez, escreveu um texto com o título de "A transição energética está confrontando a realidade". Essas manifestações não são isoladas e indicam que importantes formadores de opinião passaram a alertar para a necessidade de uma transição gradual.
O crescimento econômico depende de disponibilidade de energia. Não existe país rico com baixa intensidade energética. Como um mundo mais igualitário vai demandar mais energia, não menos, será difícil substituir fontes tão comumente usadas como os hidrocarbonetos. Só um exemplo: cerca de 91% da energia utilizada no transporte são provenientes de derivados do petróleo. Esse porcentual, apesar de todos os avanços dos combustíveis renováveis, é somente 3% inferior ao do início dos anos 1970, antes do primeiro choque do petróleo.
Segundo a AIE, o aumento na oferta de eletricidade nos próximos anos vai se apoiar na geração solar, eólica e nuclear, reduzindo o impacto do maior uso de energia. A participação das fontes eólica e solar na geração deve subir de 29% em 2022 para 35% em 2025. O crescimento da demanda de eletricidade deve acelerar para 3% ao ano nos próximos três anos. Biocombustíveis, hidrogênio e outras alternativas devem se desenvolver rapidamente.
O Brasil é um grande produtor e exportador de petróleo. Deve se tornar ainda mais relevante. Tem uma importante indústria de biocombustíveis, um enorme parque hidrelétrico, solar e eólico, com possibilidades de expansão. Pode se converter em exportador de hidrogênio verde. A principal causa de emissões não está no setor energético, mas no desmatamento ilegal. Uma transição energética faseada beneficiará o País, que terá a chance de aproveitar todas as suas fontes, fósseis e renováveis. No entanto, para que possa se beneficiar plenamente das oportunidades geradas pela crescente demanda global por energia, a regulamentação e os processos de licenciamento precisarão ser mais ágeis e pragmáticos, sem se levar por ideologias, lobbies e preconceitos. A ver.
*Décio Fabrício Oddone da Costa é CEO da Enauta S.A. e coordenador do Núcleo de Energia do Cebri. Escreve mensalmente para o Broadcast Energia.
Este artigo representa exclusivamente a visão do autor.
Broadcast Energia
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2023
domingo, 1 de janeiro de 2023
sábado, 24 de dezembro de 2022
quinta-feira, 22 de dezembro de 2022
O aumento da demanda por commodities é uma oportunidade para o Brasil(Décio Oddone)
Décio Oddone: O aumento da demanda por commodities é uma oportunidade para o Brasil
Por Décio Oddone*
Rio, 21/12/2022 - Ao longo das últimas décadas, três setores vinculados à produção de commodities tiveram um crescimento destacado e mudaram a história econômica do Brasil. O agronegócio se desenvolveu de forma extraordinária, fazendo com que o País deixasse de ser importador de alimentos e se convertesse num dos celeiros do mundo. Tornou-se o setor mais promissor, dinâmico e importante da economia brasileira. A mineração, com a privatização da Vale, a exploração de Carajás e o aumento das exportações, especialmente para a China, também passou por uma transformação extraordinária. A indústria brasileira de petróleo, ao se converter em exportadora relevante, fez com que a sonhada autossuficiência se transformasse em realidade.
No entanto, apesar da trajetória virtuosa em comum, a forma como esses três setores são percebidos pela sociedade é diferente. Enquanto a agroindústria é bem-vista, aceita e respeitada, os negócios vinculados à extração mineral passam por constantes questionamentos.
Muitas razões podem ser levantadas para isso, como a politização do petróleo, os debates sobre a privatização da Vale, ou questões relacionadas ao meio ambiente, exacerbadas pelos acidentes na Baía Guanabara, no Rio Paraná e com a plataforma P-36, no passado; ou em Mariana e Brumadinho e com a presença de óleo nas praias do Nordeste, mais recentemente.
Também a dificuldade em comunicar, de forma didática, os benefícios das atividades complexas de mineração e produção de petróleo. Ou, ainda, as diferenças no perfil dos agentes atuando nesses setores. Enquanto as atividades agrícolas são executadas de forma pulverizada, por milhões de pequenos e grandes empreendedores, a mineração em larga escala e a exploração de petróleo e gás natural estão concentradas em poucas e grandes empresas.
No mundo, o setor de energia representa 86% das emissões de CO², enquanto o uso da terra responde por 10%. No Brasil, o quadro é distinto. O uso da terra provoca 67% das emissões. A energia, somente 31%. O petróleo brasileiro tem intensidade média de carbono de 15 kg CO² por barril produzido, menor que a média mundial, que é de 22. Apesar desses números, a produção de petróleo é percebida como mais prejudicial ao ambiente que o desmatamento ilegal.
Além disso, para parte da sociedade, a extração de recursos minerais é considerada estratégica e deve ser conduzida pelo governo. Como o Estado não tem recursos para fazer tudo, escolhas devem ser feitas. O ideal é que a extração mineral seja tratada como de fato é: um negócio que deve ser conduzido de forma responsável e transparente, com respeito ao meio ambiente e à sociedade, sob a regulação do Estado. Essa politização da mineração e do petróleo lembra um conhecido comentário da ex-primeira-ministra inglesa Margareth Tatcher, que, ao ser questionada por um jornalista brasileiro nos anos 1980 se o petróleo, por ser estratégico, não deveria ficar sob controle do Estado, teria dito que "nada é mais estratégico do que comida, mas isto não é razão para o Estado plantar batatas".
Ninguém defende que o Estado plante batatas, arroz, soja ou trigo, ou que um produtor de soja deve desenvolver uma planta esmagadora do produto, mas se debate se uma empresa estatal deve investir em refinarias de petróleo ou se uma mineradora deve construir siderúrgicas. É natural que a industrialização das commodities, tanto agrícolas quanto minerais ou energéticas, seja desejável. Mas a industrialização não deve se dar em detrimento da eficiência e do ganho global para as empresas e para a sociedade. Nem sempre a verticalização de uma empresa é a melhor forma de alocar capital. Frequentemente focar no aumento da produção traz melhores resultados que desviar recursos para construir plantas de processamento, siderúrgicas ou refinarias. Uma maior oferta de produtos agrícolas e minerais e de energia é fator importante para aumentar as exportações e para incentivar a industrialização de qualquer país. E a disponibilidade de minerais estratégicos será fundamental para a eletrificação e para a transição energética.
Parte do sucesso do setor de commodities brasileiro deveu-se ao aumento do consumo no Oriente, processo que se originou na China, mas que deve continuar nas próximas décadas, à medida que a Índia e outros países da Ásia e da África se insiram mais na economia global e que a descarbonização avance. Essa janela de oportunidade não pode ser desperdiçada pelo Brasil.
Em um país com dezenas de milhões de pessoas abaixo da linha da pobreza, carências imensas e falta de recursos para investir em saúde, educação e segurança, deixar de explorar os recursos naturais na sua plenitude e com o devido senso de urgência não é uma opção. O maior inimigo do meio-ambiente é a pobreza. O princípio da precaução adotado para regrar o licenciamento ambiental deve ser empregado de forma responsável, sem causar efeitos mais nocivos que os impactos evitados.
Não faltam tecnologia, disposição e responsabilidade nas grandes empresas para explorar adequadamente os minerais, o petróleo e o gás brasileiros. É preciso criar um ambiente em que projetos responsavelmente executados sejam aprovados com agilidade e que as discussões sobre o papel do Estado não sirvam de trava para investimentos.
A disponibilidade de áreas para exploração deve ser regular e contínua. O modelo de oferta permanente, adotado no setor de petróleo, em que blocos estão sempre à disposição dos investidores, poderia ser empregado de forma mais abrangente na mineração. A exploração de petróleo, gás e minerais só deve ocorrer em locais previamente selecionados. Por isso é fundamental avançar na definição das regiões do País e do mar territorial que, por razões ambientais ou sociais, não devem ser abertas para empreendimentos extrativistas. Nessas áreas não deve haver oferta nem licitações para exploração de qualquer espécie. Nas demais, no entanto, os requisitos ambientais e sociais mínimos devem ser estabelecidos previamente e cobrados nos estudos de impacto ambiental. Uma vez atendidos, não deve haver razões para demora na concessão das licenças ambientais correspondentes.
Pragmaticamente, é necessário superar as ideologias e percepções e tratar a mineração e o petróleo como o agronegócio é tratado, priorizando a produção e a geração de valor. As empresas e associações do setor de mineração e de petróleo e gás, a exemplo do que foi feito pelo agronegócio, têm um grande trabalho de comunicação e reposicionamento a fazer, talvez, por que não em conjunto? Minério e petróleo, parafraseando o slogan bem-sucedido das campanhas publicitárias do agronegócio, também são "pop", ou seja, também produzem muitos benefícios para os brasileiros. Mas melhorar a comunicação não é suficiente. A questão é muito mais complexa e ampla. Envolve não só a indústria, mas a sociedade como um todo, principal beneficiária dos investimentos e do crescimento da produção. A construção de um ambiente mais favorável ao aumento das operações de petróleo, gás e mineração é necessária para que o País aproveite essa oportunidade. Deveria ser uma prioridade para as lideranças políticas e empresariais brasileiras nesse momento em que recursos adicionais serão mais que bem-vindos.
*Décio Fabrício Oddone da Costa é CEO da Enauta S.A. Escreve mensalmente para o Broadcast Energia. Este artigo representa exclusivamente a visão do autor.
Broadcast Energia


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